Confissões de um acumulador gamer

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Confissões de um acumulador gamer

Mensagem por adiegas em Ter Dez 02, 2014 4:48 pm



Acordo, olho para o teto, e depois em volta por todo o meu quarto. Das prateleiras na parede ao lado de minha cama, ao menos quatro estão lotadas de jogos. Levanto-me e começo a contar em voz baixa quantos desses ainda não terminei – e o número é preocupante. Minha expressão de espanto só piora ao notar o plástico reluzente que ainda embala algumas das caixas, intactas nos lacres originais.

Ao ligar meu computador, noto que a área de trabalho não é muito diferente: atalhos para jogar Skyrim, Diablo III, StarCraft II me fazem lembrar que com apenas dois cliques serei transportado para partidas extremamente demoradas.

Mas, de todos esses ícones, nenhum me inspira mais terror do que aquele preto e branco, com desenho que imita o pistão de um motor a vapor. Nem ouso abrir o Steam, pois da última vez que contei, minha biblioteca já chegava na quarta centena de jogos, sendo que a maioria sequer foi iniciada.

A própria Valve disponibiliza uma ferramenta para que o jogador possa fazer esse cálculo, chamada Steam Calculator. Ela mostra também o quanto você já gastou com jogos na plataforma, desde que criou sua conta.

Neste ponto, eu me questiono: como foi que me tornei um acumulador gamer? A culpa é minha, ou das infindáveis promoções de jogos indie, como humble-bundle e as de férias do Steam?

Certamente, a farta demanda é uma das culpadas. Sobretudo nos finais de ano, com o lançamento de inúmeros títulos. Como ficar sem jogar Terra Média: Sombras de Mordor, ou o GTA V da nova geração? Como dono de mais de 15 consoles, isso pode ser um problema grave.

Nessa situação, games com reviews negativos chegam a ser bem-vindos. Acabo pensando coisas como: “Ainda bem que Assassin’s Creed: Unity e Far Cry 4 receberam críticas negativas, assim posso ignorá-los por um tempo, sem pesar muito na consciência e na carteira”. Claro que isso dura até o surgimento de uma nova promoção – quando o ciclo vicioso volta a girar suas engrenagens.

Como resistir ao excelente This War of Mine, lançado recentemente com enredo sobre um grupo de civis que sobrevivem numa cidade sitiada, lutando contra a falta de alimentos, medicamentos, e constante perigo de franco-atiradores hostis? Repentinamente, surge uma notificação da barra de promoções do Steam e vejo Valiant Hearts em desconto. Sobre a minha mesa, está o cartucho de Bravely Default, e mais uma vez me encontro numa profunda dualidade: fujo para evitar o tempo gasto no J-RPG ou me entrego à paixão pelo game e o coloco no topo da lista de jogos para zerar?

Além disso, existem os jogos “grátis” da Xbox Live Gold e PSN Plus. Sinto um estranho alívio ao observar a lista de jogos gratuitos do mês e perceber que não me interesso imediatamente por nenhum deles.

Isso sem falar que em dezembro será lançado Kingdom Hearts 2.5 Remix para PlayStation 3. É com muita angústia que espero que seja curto, pois assim poderei jogá-lo até o final, junto com Pokémon Omega Ruby e Phoenix Wright: Ace Attorney - Dual Destinies – dois que comprei durante a Black Friday. Em novembro, comecei a jogar a campanha de Call of Duty: Advanced Warfare e Halo: The Master Chief Collection. Por serem jogos de consoles de mesa, meu progresso neles é ainda mais lento, enquanto a pilha de portáteis diminui mais rapidamente.

Ainda no universo de consoles, não posso deixar de falar do novo modo de jogo no Plants vs. Zombies Garden Warfare, nem das novas pistas de Mario Kart 8 ou do novo patch que sairá para Diablo III, já no reino dos PCs.

Soterrado por essa enorme pilha de títulos, me questiono com as energias que ainda não foram consumidas por essa jogatina desenfreada: “Com que tempo jogarei tudo isso?”

Parando para refletir, percebo que isso não é o mais importante, se comparado ao valor afetivo e às lembranças boas que todo esse catálogo de jogos oferece.

Por exemplo: no início de novembro, depois de seis árduos meses de espera nos correios de Curitiba, chegou à minha casa a caixa de Project X Zone, um jogo de RPG tático raro no Brasil, que conta com personagens de diversas franquias da Capcom, Bandai Namco e da Sega.

A sensação de ter conseguido encontrá-lo, depois de tanto tempo de espera e uma árdua caça ao tesouro, foi extasiante. Sentir o cheiro de jogo novo – uma rara fragância em uma época dominada pelos formatos digitais –, manusear a caixinha retangular, diferente das tradicionais de Nintendo 3Ds... Essas são experiências que deixam qualquer gamer se sentindo completo – mesmo nós, acumuladores bombardeados por lançamentos o tempo todo.  

Atualmente, já estou na metade de Project X Zone, e pretendo terminá-lo até o final deste ano, mesmo com toda a demanda no trabalho, provas finais na faculdade, e viagens para festas em família. Quando o jogo é bom mesmo, todo o resto da coleção pode esperar um pouco nessa imensa fila.

Essa reflexão me transporta ao passado. Lembro-me de quando eu tinha 7 anos e olhava para minhas poucas fitas de Super Nintendo, desejoso por mais jogos. Hoje em dia vejo o quão ingênuo eu era – que o importante mesmo é valorizar os poucos jogos tão bons quanto Project X Zone, e ter mais tempo para desfrutá-los em toda sua beleza.

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Re: Confissões de um acumulador gamer

Mensagem por Kaio-ken Master em Ter Dez 02, 2014 5:28 pm

Queria eu ter acumulado dezenas de jogos antigos nas prateleiras, principalmente lacrados, hoje valem uma grana imensurável..

Ainda hoje me martirizo e me arrependo por ter vendido meu Super Nintendo Baby novinho que eu cuidava tão bem, com uns 10 jogos originais impecáveis para comprar um PSone jackiechan fuuu fuuu fuuu

Agora sobre sair comprando tudo que ve em promo na Steam só por vicio é doideira, eu msm pego um e outro que tenho certeza que vou jogar muito...

Não vejo a hora de sair GTA V lá megusta LOL

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Re: Confissões de um acumulador gamer

Mensagem por kabat em Ter Dez 02, 2014 5:35 pm

Olha essa estante. PQP! E olha quanto o cara já gastou na Valve LOL

Felizmente já parei com essa coisa de jogar vários games ao mesmo tempo. Agora é só um por vez e de preferência, um bem imersivo que dure anos (estilo mmorpg).

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Re: Confissões de um acumulador gamer

Mensagem por Kaio-ken Master em Ter Dez 02, 2014 5:41 pm

Ali na foto tem 4 Gamecubes.. fdeu bwahaha

Agora que vi a fonte da matéria o valor que o cara já gastou na Steam..



fdeu fdeu damn mother


Última edição por Kaio-ken Master em Ter Dez 02, 2014 9:02 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Confissões de um acumulador gamer

Mensagem por Meconio em Ter Dez 02, 2014 8:57 pm

mother
Caraca!!!

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Re: Confissões de um acumulador gamer

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